15.11.09

O que é que o Brasil tem?

No sábado (14/11) que passou, aconteceu o TEDx São Paulo, com o tema "O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?". Minha esposa esteve lá e contou-me que foi um grande sucesso. A maioria das palestras foi bem interessante e a atmosfera bem alto astral, com momentos de emoção causada pelas estórias de várias pessoas que, com pequenas ações, transformam uma comunidade e/ou o mundo à sua volta.
Aguardo ansioso a postagem dos vídeos das palestras. Enquanto isso, vale a pena explorar o site www.ted.com .

E talvez o que o Brasil tenha mesmo a oferecer seja, em linhas gerais, um "toque (em sentido literal e figurado) de humanidade". Revendo algumas postagens que fiz quando fora do Brasil, encontrei esta aqui.

2.11.09

Marcas, redes sociais e geração de entulho

Publicidade tradicional no Twitter ou em redes sociais várias... What's the point? E alertas ou postagens fingindo ser genuínos quando na verdade são comerciais. Pior ainda! Muita coisa vai rolar até que marcas e empresas percebam que eles estão perguntando a questão errada. "Como nós podemos usar essas novas ferramentas para alavancar nossas marcas?" não parece ser a abordagem correta. O lixo vai ficar pior...
(Imagem: Gettyimages).

26.10.09

Auto-conhecimento para lidar com o caos!

Se tudo está em estado constante de fluxo, a única constante é o indivíduo. Você tem que conhecer você e os seus objetivos.

24.10.09

Do discurso para a prática

Quando a maioria das organizações irão repensar a definição do que realmente tem valor?
É lugar comum trombetear que "as pessoas são o ativo (!) mais importante da nossa organização".
Sem dúvida, as pessoas podem tornar os produtos e/ou serviços únicos.
Assim, como elas serão gerenciadas e lideradas e como a sua operação será organizada determinará o sucesso. Ou não.

15.10.09

Exercendo domínio

Que tal exercer domínio das escolhas? Uma postura proativa versus um estilo "ataque de problemas"... Possível? Nem sempre. Mas vale a pena.

14.10.09

QEBRCPFI?

Boa pergunta antes de tomar qualquer decisão relacionada a produtos e serviços:

"Qual é a boa razão comercial para fazermos isto?".

12.10.09

O futuro como produto do nosso pensar

Antes da conferência, fui entrevistado sobre como seria a minha apresentação na 3a. Conferência do Pensar Transformador. Veja aqui no blog do Ilace.
Depois de mais de 1h de ótimas perguntas da audiência, creio que atingi o objetivo de provocar a reflexão de que o futuro é algo a ser construído de acordo com as escolhas de cada indivíduo.
Esta não é uma ideia propriamente revolucionária, porém se a considerarmos sob o ponto de vista dos nossos modelos mentais e de como pensamos o mundo à nossa volta, ela está profundamente correlacionada ao poder do pensar transformador e de como as nossas atitudes diante do mundo definem o que pensamos e o que fazemos dele.

4.10.09

O que o futuro pode fazer por você

Creio que esta reflexão gera uns comichões mentais em cada um de nós. Sim, ela é provocadora e, a princípio, deve nos fazer pensar sobre o que há no futuro para nós, como profissionais e, claro, como indivíduos.
Se pensarmos numa organização, o título pode também nos levar a pensar em como capturar novas oportunidades de negócio... E gerar outras questões como:
Quais são as oportunidades criadas através da implementação de um processo de inovação?
Que tecnologias forçarão a reinvenção de seu modelo de negócio?
Que hábitos de consumo - talvez captados ou vistos no outro lado do planeta - poderão ser relevantes para seus clientes?
Em um mundo que muda num ritmo nunca visto, como conectar-se a pessoas e ideias relevantes, aquelas que impactarão a sua vida e trabalho nos próximos anos?
Como revelar as alterações de direção antes que elas aconteçam de modo a antecipar-se, a transformar mudança em oportunidade?...

Esta foi ontem à noite a minha introdução na palestra com o título acima, tema guarda-chuva da 3a. Conferência do Pensar Transformador, que começou na sexta passada e termina hoje. A Conferência celebra os 30 anos do Ilace.

3.10.09

Vraiment Único

O que para você é Valioso, Raro, Inimitável, Organizável? Estes são os atributos que criam o conceito do VRIO, que escutei na apresentação de Makarovsky, na 3a. Conferência do Pensar Transformador.
Um conceito simples que pode ajudar a avaliar produtos e serviços, na busca de algo diferenciado e único.

18.8.09

Unindo os Ativistas da Inovação

Aparentemente, as "passeatas" vão se tornando cada vez mais virtuais. 
Recentemente, encontrei o movimento ‘Novas Perspectivas sobre Inovação para o Brasil’, uma iniciativa que pretende debater os desafios estratégicos para a inovação no Brasil e construir propostas de como promover a inovação no país.
Ainda está meio morno lá, mas não deixa de ser uma ótima iniciativa, que vem de encontro à necessidade de despertarmos no País uma paixão pela inovação.
Eu já estou lá... E você?
(Imagem: Getty Images)

17.8.09

Estante Virtual

Comecei a usar a sessão "lista de leitura" no LinkedIn, uma forma de compartilhar referências, recomendando-se ou apenas registrando livros lidos que podem interessar a outros. É possível também seguir, "a la Twitter", a lista de outras pessoas. Achei interessante também poder adicionar breves comentários sobre os títulos.
Tradicionalmente, bisbilhotar a biblioteca de outros era uma forma de avaliar o perfil da pessoa. Será que isto vale para as redes sociais?... 
Claro que não faz sentido carregar lá todos os nomes dos livros lidos ao longo do tempo, mas me parece legal construir uma seleção que dê uma idéia do que andou (ou anda) borbulhando nas nossas mentes.
(Imagem: Getty Images)

14.8.09

Bichos Escrotos

O Instituto Butantã anunciou o resultado de um estudo no qual se isolou uma molécula da saliva do carrapato capaz de provocar a regressão de tumor cancerígeno em camundongos, apresentando efeitos anti-coagulantes e restabelecendo os parâmetros normais do sangue. Os resultados do estudo, conduzido pela pesquisadora Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, foram positivos nos testes in vitro - com uma cultura de células cultivadas em laboratório - e in vivo - com roedores, cujo quadro de câncer regrediu sob efeito da substância vinda do carrapato. O próximo passo do estudo é completar o entendimento do mecanismo pelo qual a molécula destrói células de tumores, sem afetar as células normais.
Com a praga dos sanguessugas infestando o nosso Brasil, é bom escutar uma notícia como esta, que nos alenta e nos faz continuar a ter fé no nosso País.
(Imagem: Image Bank / notícia - Agëncia Estado)

11.8.09

Da atitude no pensar como elemento-chave para a Inovação

A verdadeira linha da lucratividade é a receita, não o corte na carne. Significa priorizar não a manutenção do “status quo”, mas novos produtos, inovação em geral, venda de valor aos clientes e, por consequência, reinventar negócios, reinventar-se, correr riscos, entregar-se ao desconhecido, mesmo que de forma imperfeita.
Tal busca implica a necessidade de adaptar-se rapidamente, habilidade que só é conseguida por quem sabe pensar.
Assim, o aprendizado do processo de pensar está no cerne da gestão da inovação, para a qual, além do investimento em pesquisa e desenvolvimento, se necessita criar, desenvolver e manter uma ecologia que gere procedimentos e atitudes ampliados e elásticos, tais como a capacidade de esquecer, a vontade de destruir e repensar (ao invés de apenas “mudar” incrementalmente), a busca de originalidade, o entendimento sistêmico, a criação de possibilidades humanas, a sensibilização pessoal para o design, a beleza e os detalhes, a obsessão com a excelência e a “primeira linha”, a aversão à tolice das regras, a inquietação excitante, a tensão criativa enfim.
O grande desafio para as empresas e para quem trabalha com inovação é, portanto, como internalizar tais atitudes e pensamentos, algo que só se viabiliza através do aprendizado do processo que os gera. Isto sem falar em uma liderança decidida, que não aceite as costumeiras desculpas de pés mancos para justificar o mais do mesmo.

(Imagem: Getty Images)

10.8.09

Das catedrais nas notas de caderno

No editorial do último número da Revista da Cultura, o diretor-geral Pedro Herz mencionava a emoção e o orgulho por José Saramago haver dito no final de 2008 que a Livraria Cultura da Paulista se assemelhava a uma catedral. Tal menção aparece em um dos textos do livro "O Caderno", uma compilação das postagens do blog de Saramago. Sim, outras gerações também percebem o valor dos blogs! Até mesmo um Prêmio Nobel da importância do escritor Português.
Por uma "não-coincidência", havia comprado na semana anterior - exatamente na Livraria Cultura, só que na do Villa Lobos - este livro e, lendo o editorial de Herz, fui checar o texto na pág. 124 do livro.

Bom, nem de longe posso ter a ousadia de comparar-me a semelhante ícone, mas numa postagem de abril de 2007, relatei a mesma sensação quando visitei a livraria no Conjunto Nacional, em São Paulo.

(Imagem: Getty Images)

7.8.09

Sobre inovação como um processo mental

Em postagens anteriores, comentei sobre a necessidade de, quando em busca de algo novo, gerar uma qualidade de pensar diferente, já que estamos acostumados a presenciar, por exemplo, o hábito de se analisar situações sob a ótica da escolha entre dois extremos. A forma usual “isto ou aquilo” de pensar. E o paradoxo é que geralmente se está em busca de algo diferente ou de uma solução “criativa”. Porém, não se dedica tempo a pensar, nem a metodologias que tragam uma nova perspectiva para a situação.
Assim, no contexto da inovação, não basta gestão do conhecimento, de insumos, recursos ou sistemas. É preciso alterar os modos de pensar instaurados. Em outras palavras e quase sendo óbvio, para gerar diferenciação, faz-se realmente necessário pensar diferente, utilizando-se de uma ginástica mental que oscila entre divergência e convergência nos momentos certos.

Deste modo, para mim o processo de inovação é o típico caso em que se precisa combinar paradoxos: sonho e realidade, desestruturação e estabilidade, etc.. E isto se traduz na necessidade de saber o momento de "virar a chave" para o lado esquerdo ou direito do cérebro. Usar os dois e sair com algo novo. Nada dos "trade-offs" de Porter.
(Imagem: Getty Images)

6.8.09

Small is the big thing - Uma grande idéia


Sempre gostei de ajudar profissionais do meu círculo a desenvolver o seu potencial: conversando, trocando idéias, trazendo novas perspectivas, dando dicas, sugerindo caminhos profissionais, entusiasmando, falando sobre livros, cursos ou outras ferramentas... Ações simples das quais não espero retorno, embora - creio - ele acabe vindo de uma maneira ou outra, mesmo que no futuro.

Isto me ocorreu ao ver em algum 'site' o 'trailer' do filme "Pay it Forward", com Kevin Spacey (de "Beleza Americana" e "Os Suspeitos"), Helen Hunt e Haley Joel Osment (de "Inteligência Artificial" e o "O Sexto Sentido"). Não sei se há uma versão em Português do título, mas a idéia, embora mais abrangente, segue a mesma linha do "ajudai os outros e serás ajudado".

Embora a própria autora diga que o filme é bem diferente, ele é baseado no livro de mesmo título da novelista americana Catherine Ryan Hyde, publicado em 2000. O filme é do mesmo ano. No Brasil, o título do livro é "Tributo ao Amor".

A idéia é simples: faça alguma coisa boa para 3 pessoas e, em troca, peça para que cada uma delas "pague" para outras três. Assim, 9 pessoas são ajudadas. Daí, estas pessoas ajudam outras 27... E assim a coisa se espalha, criando um movimento que pode mudar o mundo. Embora este tipo de tema sempre corra o risco de resvalar para um lado piegas e o garoto protagonista tenha alguns problemas com as primeiras tentativas, o ato de gentileza dele começa a dar frutos inesperados.

Vou procurar o filme para ver... Veja o 'trailer' aqui:
E o que vcs acham da idéia?

5.8.09

Não foi morte súbita!

Não, não foi. Como dizia há mais de 2 anos na postagem "Dias", sigo vivo, muito vivo.
A volta mais cedo para o Brasil abriu mais portas e janelas. Quando tudo aconteceu, mantive o sangue frio e a elegância. E a tranquilidade para também articular próximos passos. Como alguns nos disseram, mostramos resiliência.
Antes de retornar, realizamos as últimas viagens que haviam sigo programadas e outras também. Resolvemos todas as pendências logísticas (casa, carros, questões documentais e burocráticas, cancelamentos vários, escola das crianças, etc.). Conseguimos refazer o que era prioritário aqui. Agora seguimos na readaptação, com trabalhos novos para mim e esposa. No final, sem arrogância e sendo apenas prático, fui "promovido": posição global no Brasil, 9 anos depois voltando à empresa onde comecei no mercado que atuo.
Agradecemos de coração todo o apoio emocional, logístico e prático de diversas pessoas. Não precisamos citar nomes aqui, elas sabem quem são.
Embora ainda tenha escrevido alguns rascunhos de postagens, não tinha cabeça para dedicar tempo ao blog e publicá-las. Assim, o tempo foi passando e este espaço ficou paradão. Peço desculpas e o retomo agora, tentando focar nos temas de criatividade e inovação, tendências, estratégia e pensar transformador, mas sem esquecer as dicas culturais e de viagens. E tenho que agradecer também algumas pessoas que sutilmente me cobraram voltar aqui. ;-) Este foi e é o incentivo necessário para dormir menos e escrever.

Obrigado mais uma vez e fiquem bem.
(Imagem: Getty Images)

13.3.09

Salon de l'Auto - Outras visões do salão





Salon de l'Auto - O salão não tava animado




Como no ano passado, fomos novamente ao Salão do Automóvel de Genebra, edição 2009, o 79° da história, que vai até o próximo dia 16.
A organização continua impecável e o programa valeu a pena, apesar de a organização falar em evento "de transição" devido à crise, impressão confirmada pela presença reduzida de carros-conceito, repetição do design 2008 por algumas marcas e até pelo comedimento na distribuição de brindes nos estandes.
Como tendências, a confirmação do desejo de vários fabricantes de provar que "ser verde" não é o fim do ato de guiar como nós o conhecemos, além da forte presença da cor branca, provável influência do design Apple, beleza que faltou no cartaz de divulgação, que parecia campanha malufiana.
Como sempre, os estandes de marcas famosas como Ferrari, Audi e Maserati chamavam muita atenção, mas outras marcas não tão menos famosas como Land Rover e Alfa Romeo também apresentaram lançamentos interessantes. E o estande do Mini seguia com a mesma modernidade, animado por um Dj que, no momento em que estivemos lá, tocava música brasileira eletrônica com uma ótima percussão.
Neste ano, a Tata apresentou o Nano Europa, uma versão mais elaborada do carro básico indiano lançado no ano passado.
Muitos fabricantes apresentavam carros com diferenciais relacionados a baixo consumo de combustível e baixa emissão de CO2, curiosamente alinhados com a decisão dos consumidores de também consumir menos em várias esferas da vida.
(fotos da visita; imagem de detalhe do cartaz obtida no site do salão).

10.3.09

Prazeres e Paixões


Fotos de um sebo em Dardagny, GE, Suíça, durante o dia de caves abertas, em 24/05/2008.

9.3.09

(En)cantos provençais II


Olives-au-chocolat... Huumm!...

(En)cantos provençais I

Um resumo visual...






O Legado de Châteauneuf

E claro que passamos também por Châteauneuf-du-Pape, entre Avignon e Orange. Apesar de janeiro não ser a melhor época, foi bom passar pelos vinhedos junto à estrada e, claro, parar para comprar 2 "assets". O Château des Papes (hoje apenas ruínas, devido às guerras religiosas no Séc. XVI) foi construído em 1317 por João XXII, um dos papas de Avignon que plantou os primeiros vinhedos. Após a praga de 1880, os vinhedos foram replantados e podemos dizer que os vinhos rubi-profundo são um belo legado papal. Neles, podem ir até 13 castas de uvas.

Gordes - um recanto (quase) secreto



A Provence parece inspirar a vontade de também descobrir outros lugares que não fazem parte do circuito turístico padrão. De carro, fica mais fácil ir vendo atrações que ficam meio que escondidas.
Tomamos então a estradinha sinuosa e subimos até a vila de Gordes, cuja posição provê o visual e é uma atração em si. A vila é popular entre artistas desde que o pintor cubista André Lhote começou a visitá-la em 1938 e percebemos muitos restaurantes e hotéis de charme, como o Le Gordos, que nos chamou a atenção quando nos divertimos com o trocadilho entre o nome da cidade e a palavra em Português. Um dos restaurantes com bons comentários em 'sites' como o TripAdvisor é o Le Clos de Gustave.
O Château de Gordes, a uns 300 metros de altura, foi construído no Século XVI sobre uma fortaleza do Século XII.
Apesar do vento, paramos para fazer algumas fotos de todo o vale à nossa frente e da vila.
(fotos da viagem).

Avignon também é Pop





Na viagem a Provence, não poderíamos deixar de também conhecer a cidade fortificada de Avignon, a jóia de Vaucluse (do latim vallis clausa, ou vale fechado), terra de vinhos, lavanda, trufas e melões, porta de entrada da Provence.
Quando chegamos, estava um frio gélido e com muita chuva. Como estava mesmo na hora do almoço, nos refugiamos num bom restaurante na praça onde estacionamos o carro embaixo.
Avignon fica às margens do rio Rhône e foi a cidade dos Papas entre 1309 e 1377. A visita ao Palácio dos Papas é imperdível, muito mais pelo conjunto arquitetônico do que pelas poucas coisas expostas dentro do enorme espaço. A história é curiosa, já que foram 7 papas em quase 70 anos, todos franceses. No final da visita, vale a pena dar a volta e ir até a famosa Ponte de Avignon, imortalizada em versões da famosa música e da qual se vê o "skyline" medieval da cidade. O gatinho esteve lá também.
Caminhamos também por várias ruas e pequenos becos, descobrindo marcos históricos, monumentos, galerias, lojas de vinhos e outras. Há muito para passear e ver. Ficamos imaginando como deve ficar a cidade durante o festival de música e teatro que acontece no verão, em julho. Em 1999, quem se apresentou por lá foi Antonio Nóbrega, com "Pernambuco", um espetáculo criado especialmente para o evento.
(fotos da viagem).

6.3.09

As escarpas belas da Provence





Depois de lermos um folheto do hotel, decidimos dar uma esticada até Les Baux-de-Provence, a cidade fortificada mais dramática da Provença, que recebe cerca de 2 milhões de visitantes por ano. A citadela fica no topo das escarpas, tendo sido construída no século X e carrega todo um mito da chamada "Corte do Amor". Chegamos no final da tarde e pudemos apreciar ainda melhor o visual do vale a partir da murada, com um fantástico pôr-do-sol. Há um castelo, capelas, vielas de conto de fadas, cafés, ateliês e galerias de arte, lojinhas de vinhos e azeites e outros lugares a descobrir. Realmente um dos pontos altos da nossa viagem de janeiro. Para incluir em qualquer viagem a Provence.
(fotos da viagem; foto no topo: site oficial da cidade).

Arles - Nos passos de Van Gogh


Depois de St-Rémy, não podíamos deixar de passar também em Arles, onde o pintor holandês Vincent Van Gogh viveu por 15 meses, quando lá pintou 300 quadros. A cidade, porém, não tem um quadro sequer dele. Mesmo assim, ela rende homenagens ao amado artista: o Hôtel-Dieu, por exemplo, foi transformado no Espaço Van Gogh e o café Van Gogh na praça do Forum foi renovado para parecer com o que ele pintou no quadro Café du Soir.
Muito dos lugares turísticos em Arles lembram o passado romano, tais como as Arenas, as Termas de Constantino e o Teatro Antigo, mas a cidade nos pareceu mal cuidada. De qualquer modo, além de passear pelas ruas, almoçamos num café-restaurante típico da Provence, junto com vários locais.
De lá, fomos para um dos pontos altos da viagem a Provence. Veja a seguir nas postagens...
(fotos da viagem).

Provence - passagens triunfais - Glanum




Ainda na viagem pela Provence em janeiro passado, no caminho para St-Rémy, passamos pelo sítio arqueológico de Glanum, uma cidade greco-romana no topo de um vale nos Alpilles. As casas lá são do século IV a.C. E dois memoriais incríveis, conhecidos como Les Antiques, ficam surpreendentemente à beira da estrada: um arco triunfal do século X a.C., que celebra as conquistas de César sobre a Grécia e a Gália, e um mausoléu de cerca de 30 a.C.. Uma bela parada!
(fotos da viagem)

Weather Live - Ainda inverno rigoroso

E nós que pensávamos que, com as temperaturas se aproximando dos 10 graus positivos, o longo inverno começaria a dar uma trégua... 

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Que nada, desde cedo segue nevando a cântaros! O clipe acima mostra a chegada da escola com a neve caindo.

Deu praia em Cassis





Pois é, como mencionado aí embaixo, depois de tanto tempo sem praia e aproveitando o dia de sol, na viagem de janeiro a Provence passamos novamente por Marseille para irmos até Cassis, um lugar de veraneio, favorito de artistas como Matisse, com um pequeno porto e ainda conhecido pelos excelentes frutos-do-mar. No caminho até lá, os visuais da costa são marcados pelos "calanques", um tipo de fiorde que fica junto de picos brancos que vão até a superfície das águas de um azul incrível. Apesar do vento frio de 10°C, deu para pisar no cascalho e brincar com as crianças. E o gatinho da nossa filha estava junto!
(fotos da viagem).